Sábado, 19 de Maio de 2012
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Capacidade de reação do mercado interno e condução prudente da política econômica fazem empresariado ter confiança de que o país manterá seu ritmo de expansão no próximo ano
Cerca de mil convidados participaram na noite da última quarta-feira (7/12), da entrega do Prêmio Líderes do Brasil, promovido pelo jornal Brasil Econômico, pelo Lide - Grupo de Líderes Empresariais e pelo SBT.
Estavam presentes o vice-presidente da República, Michel Temer, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o prefeito paulistano Gilberto Kassab, além de ministros, autoridades e empresários.
Na solenidade que teve lugar no Palácio do Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo, 60 personalidades de 20 setores da economia brasileira foram premiadas.
Duas foram homenageadas por sua especial contribuição no setor público e na iniciativa privada do país: a presidente da República, Dilma Rousseff, representada por Temer, e o empresário Jorge Gerdau Johannpeter.
Ao abrir o evento de premiação, o publisher do Brasil Econômico, Ricardo Galuppo, o presidente do Lide, João Doria Jr., e o vice-presidente do SBT, José Roberto Maciel, destacaram o bom período do país.
"O momento que o Brasil vive não é resultado do acaso, e sim da ação empreendedora de líderes que tiveram a capacidade de tomar a decisão certa em um momento que não parecia tão favorável", afirmou Galuppo, ao saudar os participantes.
Em breve discurso, Michel Temer também destacou o bom momento do Brasil e, como exemplo, citou que há alguns anos não era possível trocar reais no mercado americano, uma realidade que já mudou.
O vice-presidente ressaltou a importância de reconhecer os líderes do país: "A premiação que aqui se estabeleceu nos vários setores revela a grandeza do nosso país".
Ele afirmou que tem participado de muitas reuniões com grupos empresariais e verificado "a animação extraordinária e um otimismo em relação ao país". Ao se referir ao Brasil Econômico, Temer destacou a importância cada vez maior que os jornais econômicos vêm ganhando no mercado brasileiro.
"Somos verdadeiros agentes sociais do desenvolvimento econômico e estamos vivendo um momento único. Vamos aproveitar esse momento para complementar o que se faz necessário", afirmou o empresário Jorge Gerdau.
Durante o evento, o presidente da Nestlé no Brasil, Ivan Zurita, também se disse otimista com o mercado interno e o comparou com o esfriamento da atividade na Europa: "Para quem não está acostumado com crise, a reação não é como a nossa".
As expectativa para 2012 são positivas. Entre os mais otimistas, está o presidente da HRT, Marcio Rocha Mello. Na avaliação do empresário, o Produto Interno Bruto (PIB) do país pode ter uma importante retomada no próximo ano e crescer até 5%, resultado de uma série de fatores positivos, entre eles, as medidas adotadas pelo governo e o pré-sal.
O presidente da GE no Brasil, João Geraldo Ferreira, considerou que a redução da taxa de juros vai deixar o número abaixo dos 11% e disse ter expectativas positivas para 2012.
José Batista Sobrinho, fundador do grupo JBS, também se disse otimista com a atividade econômicas para o próximo ano já que a população está aumentando e as pessoas estão consumindo mais.
José Antonio Fay, que preside a BRF Brasil Foods, acrescenta que o aumento do salário mínimo deve assegurar expansão, particularmente na região Nordeste do país que já vem se destacando.
"A gestão brasileira está sustentável", destacou também o vice-presidente da Unilever, Luiz Dutra, acrescentando que um mercado interno fortalecido para uma atividade que não depende de crédito faz com que as expectativas da empresas sejam otimistas.
Já o empresário Amarílio Macedo, presidente do conselho de administração da J. Macedo, avalia que o próximo ano será bem parecido com este e com as exportações sofrendo pelo câmbio.
O executivo Vitor Hallack, presidente do Conselho de Administração do Grupo Camargo Corrêa, prevê "redução no PIB, desacelerando no primeiro trimestre e um ganho de velocidade no fim do primeiro semestre".
Fonte: Brasil Econômico