Sábado, 19 de Maio de 2012
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A partir de meados dos anos 90, a economia mundial viu nascer uma nova moeda: o conhecimento. Presente desde o início em todas as atividades, o conhecimento emergiu como único diferencial competitivo, já que qualquer commodity pode ser facilmente adquirida com conhecimento. E como o conhecimento está na mente das pessoas, estas passaram a ser o centro de todas as iniciativas empresariais.
Mas ainda há muito o que fazer, sobretudo individualmente. As empresas fazem sua lição de casa mediante cursos de formação, gestão por competência e incentivos para pós-graduação. A dificuldade consiste justamente em fazer com que indivíduos aprendam e incorporem conhecimentos, pois isso depende exclusivamente de cada um empenhar suas estruturas cognitivas para adquirir informações e as converter em conhecimento.
Essa tarefa torna-se difícil porque o volume de informações que temos acesso diariamente é muito grande e extremamente variado, o que requer disciplina e metodologias para selecionar somente aquilo que nos é útil. Se pensarmos rapidamente nas informações que contatamos ao longo de um dia, veremos que muitas foram totalmente inúteis, sequer tinham relação com nossa vida, nosso trabalho, nossos interesses.
Entretanto, mesmo estas informações recebidas passivamente, enquanto se ouve o rádio, se assiste distraidamente a tevê ou se interage na internet, ficam armazenadas na nossa mente, por vezes consumindo uma energia que não se converte em conhecimento, porque não houve nenhum empenho de nossa parte em tratar essas informações, dando a elas uma prioridade ou simplesmente nos livrando delas voluntaria e conscientemente.
A gestão do conhecimento não é uma ferramenta útil apenas para empresas, mas também para cada individuo na definida sociedade da informação. A própria competência individual depende do quanto o sujeito foi habilidoso em adquirir, armazenar, gerir, distribuir e atualizar seu conhecimento.
Se, por fim, pensarmos que as informações nos contatam tanto na esfera consciente quanto inconsciente, decorre que não basta uma análise superficial da nossa mente, mas um preparo muito mais avançado a fim de nos prover de autoconhecimento, elemento magno que sequer entrou no plano de discussão das metodologias de gestão do conhecimento, exceto na metodologia proposta pela FOIL (Formação ontopsicológica interdisciplinar liderística). Partindo do conhecimento acumulado em mais de 30 anos da escola ontopsicológica, a FOIL acrescenta o elemento do inconsciente humano na sua abordagem do conhecimento, porque de fato, é esse o elemento discriminante, como pode ser visto no brilhante artigo de Antonio Meneghetti “A autossabotagem no inconsciente do empreendedor”, disponível nesse portal.
Adriane Mendes é doutora em engenharia e gestão do conhecimento e professora universitária.