Sábado, 19 de Maio de 2012
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A civilização humana encontra-se em uma encruzilhada: pode acelerar seu ritmo e arcar com prejuízos de diferentes naturezas ou mudar de rumo, reinventando-se baseada em um novo humanismo. Com esta visão do presente, Cristovam Buarque nos dá indicações de como poderão ser a educação, a economia e o desenvolvimento sustentável da sociedade futura.
De que maneira o senhor visualiza a economia ideal?
Eu defendo que haja um conjunto de cores para definir a economia que queremos. A primeira é a cor verde: a economia tem que ser sustentável. Hoje, a teoria econômica não leva em conta a sustentabilidade. A segunda é a cor branca: a economia tem que ser para a paz, ela não pode levar em conta, como produto dela, os tanques de guerra, as bombas. Isso não deve entrar no PIB, pois é uma questão de segurança, e não da produção que nós desejamos. Terceira é a cor cinzenta, que é a do cérebro: a economia tem que se aproximar, cada vez mais, da produção de bens de alta tecnologia e alto conteúdo. A quarta é a cor azul: a cor do bem-estar. O importante não é aumentar o PIB, é aumentar o bem-estar, e, às vezes, a gente aumenta o bem-estar reduzindo a produção. Atualmente, por exemplo, aumentar a produção de automóveis não aumenta o bem-estar, piora os engarrafamentos de trânsito. E, finalmente, a cor vermelha, a cor do social: a economia tem que ser dirigida para distribuir melhor os produtos, e não concentrando a renda. Essas são as cinco cores que eu acho que a economia do futuro deverá ter. No fundo, esta é uma metáfora para definir a relação dos seres humanos, que se apropriam das pedras, das plantas, dos animais e transformam-nos em bens e serviços à sua disposição. E esses bens e serviços têm que ter mais que uma lógica, têm que ter uma ética.
Hoje se fala muito de sustentabilidade, mas poucas pessoas têm dela uma compreensão profunda e prática. Por quê?
Um pouco por causa do conceito. Nem se falava em sustentabilidade um tempo atrás. Agora se fala no sentido da natureza, mas ainda não se captou a totalidade. Fala-se, por exemplo, em como fazer uma arquitetura que não precise de ar-condicionado, que não precise de iluminação artificial durante o dia. Recentemente, eu perguntei: “Os estádios da Copa são sustentáveis?” e um senhor me deu uma verdadeira lição e disse: “O que é inútil jamais é sustentável!”. Então, a sustentabilidade está ligada à utilidade. Um estádio, que só será usado durante três semanas de uma Copa, não é sustentável, mesmo que não deprede a natureza, mesmo que use energia solar em vez de energia à base de combustível fóssil para gerar a eletricidade. A sustentabilidade é um conceito que ainda temos que inventar. Até porque a lógica humana coloca os homens como algo muito diferente da natureza, separado; então, nós olhamos a sustentabilidade do nosso ponto de vista, e não da totalidade. Nós não nos vemos como parte da natureza. Mesmo quando se fala em natureza e sustentabilidade, é sempre pensando: “Como é que a gente faz para não prejudicar os seres humanos destruindo a natureza?”, e não: “Como é que a gente faz para ajudar a natureza a continuar viva como ela é?”. Por isso, é um conceito que ainda está em elaboração.
Hoje temos uma população tão alienada em relação aos valores humanos. Como formar uma consciência crítica?
Sem escola, sem educação, é muito difícil formá-la. A ideia, o pensamento, é um produto social, não um produto individual – salvo em fenômenos raríssimos –, e o lugar de desenvolver o pensamento socialmente é a escola, em seu sentido amplo, não no sentido de “escolinha do prédio”. A educação é o primeiro caminho. Porém, o que temos hoje é educação para treinar o homem, e não para educar o homem. Precisamos de uma escola para educar, e não para treinar, ainda que precise treiná-lo para algumas coisas, por exemplo, pegar um garfo e uma faca, mas isso é um pedacinho da formação. É necessária uma escola diferente.
O que esta nova escola precisa ensinar?
Nós precisamos passar, por exemplo, a capacidade das pessoas de se deslumbrar com o que há de belo no mundo. Temos de ensinar a lógica de como as coisas funcionam – existe uma lógica que a ciência dá. Nós temos de ensinar idiomas, não só português ou inglês, mas ensinar libras, a matemática como linguagem. Nós precisamos ensinar um ofício, para dar a resposta plena ao próprio potencial para mudar o mundo, para ser útil e ter uma sobrevivência. É preciso praticar artes e esportes, desenvolver o corpo e o espírito. Pelo que citei, já teríamos cinco grandes ações na educação que serviriam para formar um ser humano. Além disso, acrescento um aspecto de comportamento: devemos passar o sentimento de solidariedade entre as pessoas e com a natureza.
E estamos preparados para isso?
Nós, professores, ainda não estamos preparamos. Mas há algumas novas experiências por aí, como a Antonio Meneghetti Faculdade, no sul do Brasil. Existe uma experiência do Krishnamurti, na Índia; a Escola da Ponte, em Portugal; a Summerhill, na Inglaterra; e em outros lugares existem novas experiências. Mas hoje não estamos preparados. Atualmente nossa escola, quando é boa, é utilitarista. Quase sempre, nem utilitarista é. É quase um depósito de crianças, ou um restaurante-mirim para a criança comer. Nós não criamos a escola com equipamentos, nem temos um número de professores formados suficiente. E não é fácil, porque temos o vício do utilitarismo, do pragmatismo de que a beleza não está em si, mas está no preço da obra: uma coisa é boa quando é cara. Então, além do utilitarismo, nós não estamos preparados para esse mundo da estética, da ética, e nossas escolas de professores não se dedicam a formar esse educador de que nós precisamos.
Como promover estes valores no ensino superior?
O que eu tentei, comecei como reitor da Universidade de Brasília, foi implantar a ideia de que a universidade tem que ser tridimensional. Hoje a universidade é unidimensional, o aluno entra no departamento de matemática, ou de física, de medicina, engenharia, e acha que está aprendendo. O aluno no máximo aprende uma área do conhecimento. Porque o mundo não cabe em nenhuma disciplina, qualquer coisa que você queira estudar exige mais de uma disciplina, mais de um olhar. Por isso, eu criei a ideia dos núcleos temáticos, e a universidade ficou matricial. Nós tínhamos os departamentos de matemática, física, engenharia, medicina, mas também os núcleos da fome, do Brasil, da energia. Ninguém pode estudar energia em um só departamento, a energia é um fenômeno da realidade, que exige um choque grande. Ninguém pode estudar a fome só com nutrição, aliás, a maior parte dos cursos de nutrição ensina a emagrecer o rico gordo, e não a engordar o magro pobre. O problema da nutrição é química ou bioquímica, mas a fome depende da cultura do que se come, depende da economia. Os economistas dizem que entendem de Brasil... mentira, economista entende um pequeno aspecto do que é Brasil. Para entender o Brasil se precisa de artista, filósofo, sociólogo, precisa-se de todas as áreas. Então, criamos a universidade matricial. Mas falta ainda a arte, mas não a arte do departamento de desenho, e sim a arte em que todos pratiquem e gostem de desenhar. Falta a poesia, a maratona, falta o futebol. Assim criamos os núcleos culturais e a universidade ficou tridimensional. Temos os departamentos, os núcleos temáticos e os núcleos culturais. Nossa universidade chegou a funcionar assim. Eu vejo a universidade do futuro como um cubo, uma universidade tridimensional, o homem é tridimensional, cada aluno é um cubo, cada professor é um cubo, cada servidor é um cubo. Esse cubo deve estar ligado ao mundo, através de empresas, ONGs, trabalhos solidários, assistência social, isso eu chamo de universidade do futuro. Eu coloquei isso no livro “A aventura da universidade”, a universidade, o saber tem que ser vista como uma grande aventura. Perdemos a dimensão de inventar coisas novas, de imaginar pensamentos novos, de descobrir teorias novas, perdeu-se a dimensão da aventura que existiu no Renascimento, que existiu na Revolução Industrial, porque entramos na fase do ter e não do aventurar-se, não do existir, as pessoas precisam voltar a existir.
Há possibilidade de acabarmos com o ensino departamentalizado e voltarmos ao ensino integral?
Temos de voltar, não tem saída. É interessante, pois ‘voltar’ é um verbo de que as pessoas não gostam muito, as pessoas gostam do verbo ir. Mas me refiro a voltar em outro padrão. Por exemplo, voltar à origem grega, em que o mesmo indivíduo era filósofo, cientista, poeta, político. O intelectual grego era tudo isso. Só que temos que voltar sem reduzirmos o grau de conhecimento, e para isso não podemos abrir mão das especializações, temos de aumentar as especializações. Temos de casar as especializações, fazer encruzilhadas do pensamento: a interdisciplinaridade. Não é abolir a disciplinaridade, mas casar umas com as outras. Para quem estuda cérebro, por exemplo, não cabe cérebro só na disciplina de fisiologia da medicina; para você entender o cérebro, é preciso saber cibernética. Eu acho até que tem que saber um pouco de teologia, saber que coisa é essa que fez com que tivéssemos consciência. A consciência vai além da física, é algo metafísico. Precisa ser filósofo. Há uma série de disciplinas que precisamos juntar para criarmos uma nova disciplina, que pode vir a existir um dia, ou para termos um pensamento multidisciplinar a fim de entender os verdadeiros fenômenos.
Hoje a palavra de ordem é inovação, quem pensa em educação não pode não pensar em inovar. É possível inovar voltando e não só pensando no ir?
É possível inovar, mas tem que definir inovar: primeiro precisa-se inovar na maneira de ensinar, não dá para continuar ensinando com base apenas no quadro negro. A juventude já nasceu com a televisão, com o computador. O quadro negro é uma aberração, quando você tem lousa inteligente. Temos de inovar na escola. Se alguém tivesse ido dormir 30 anos atrás e acordasse agora não ia reconhecer o supermercado, o aeroporto, a lotérica, mas reconheceria uma escola. Temos de inovar no processo de trabalho entre professor e aluno, no próprio conceito de professor. Pra mim, o professor, a partir de agora, será o produto de três pessoas e não uma só: a aula será o produto do professor, de quem entende de computação gráfica e de informática aplicada à educação - para transformar o que eu sei numa aula agradável e eficiente - e de quem sabe pegar isso e colocar na rede. Sala de aula é um conceito que está ficando superado, sala de aula é o mundo inteiro. Temos que inovar na maneira de fazer isso, e depois temos que inovar nos conteúdos, com responsabilidade, com deslumbramento, com indignação, com lógica. Temos que inovar duplamente: inovar no método e inovar no conteúdo. A palavra inovação é fundamental, o problema é que a inovação está servindo um núcleo de empresas, a mercantilização, é uma inovação mercantilizada, essa pode até ser necessária, mas não basta, é preciso inovações públicas, no sentido de servir ao público, por exemplo: todos nós sabemos que cada ano tem carros novos, marcas novas, desenhos novos, essa é uma inovação privada porque o transporte do automóvel é um transporte privado, termina não servindo ao público. O benefício da coletividade é diferente da soma do benefício dos indivíduos, então, é necessária uma inovação que sirva o público: pode ser ônibus, VLT, outra coisa que a gente nem sabe o que é, mas não necessariamente o transporte privado.
Como servir ao público, educando a responsabilidade e não o assistencialismo?
A palavra é educando “o público”. Não tem outro jeito, você só serve o público sem assistencialismo se você educa o público para que ele não precise de assistencialismo. Essa é a grande diferença entre a ideia da Bolsa Escola e da Bolsa Família. A Bolsa Escola educava, a renda era apenas um instrumento. Na Bolsa Família, a renda é o propósito. Quando uma mãe recebia a Bolsa Escola, ela pensava: “eu recebo este dinheiro porque meu filho vai à escola”. Quando ela recebe o Bolsa Família, ela diz: “eu recebo este dinheiro porque minha família é pobre”. Na primeira, ela dizia: “graças a essa renda que eu recebo porque a minha família está na escola, eu vou sair da pobreza”, agora ela pensa: “por causa desta renda que eu recebo porque minha família é pobre, se eu sair da pobreza, eu perco”. Mudou a concepção da responsabilidade assistencial para uma responsabilidade educativa, libertária. A Bolsa Escola é libertária, a Bolsa Família não é libertária. Eu não vou dizer que ela é não necessária, ela é necessária porque com fome não resolveria, mas se você casa a renda que dá pra comer com a escola que dá pra ser livre, você casou a responsabilidade a serviço de um público, com cunho libertário e não assistencial.
E se acrescentasse no Bolsa Família alguns critérios que conduzissem à responsabilidade?
Mas aí vira Bolsa Escola, por exemplo, a responsabilidade de o menino não faltar à aula, como era no Distrito Federal. A gente cortava a Bolsa, é duro. Uma vez um homem me procurou e disse: “Eu parei de receber a Bolsa Escola”, eu disse: “e seus filhos estão indo à aula?”, ele disse: “eu tenho um, e está indo a aula, o outro sumiu.” Sumiu, isso acontece no Brasil, e eu tive de dizer: “vou colocar a polícia para descobrir onde está seu filho, mas enquanto não descobrir, eu não posso lhe dar o Bolsa Escola, eu posso até lhe dar um auxílio, uma renda, uma ajuda, mas não pode ser a Bolsa Escola”. Essa rigidez é importante. Vou contar outra história: uma vez eu fui a uma escola, e a diretora tinha pedido para uma funcionária distribuir a merenda, estava faltando merendeira e quando eu estava saindo tinha uma mulher aguando as plantas. Eu chamei a diretora e falei: “a senhora falou que não tinha ninguém para distribuir merenda, mas tem uma aqui dando comida para as árvores”. Ela olhou e disse: “mas essa aí não é funcionária, ela é mãe de uma das crianças do Bolsa Escola, ela fica aí aguando pra poder fiscalizar para o menino não sair da escola”. Eu disse: “ela ganha pra isso mesmo”. Se a gente fizesse isso, o Brasil seria melhor, e isso só faz sentido se a escola for boa, porque você pagar uma renda para um menino ficar numa escola ruim é como se fosse um castigo, e a escola de hoje não está ao nível das crianças.
Quais suas expectativas para a Rio+20 no Brasil?
Acho bom para o Brasil, mas eu tenho alguns medos. Primeiro em relação às instalações, à segurança, à tradução. Mas penso que, no que se refere a isso, vai dar tudo certo. A segunda preocupação é em relação à representatividade. Se não vierem grandes chefes de Estado, de governo, dos grandes países, pode fracassar. A terceiro é: o que sairá dali? Geralmente, o resultado é um documento tecnocrático, burocrático, em que cada um coloca uma vírgula para não sair “mal na foto”. Eu gostaria de ver sair dali um documento quase que para a linha da poesia. Como a Declaração de Independência Americana, como a Declaração dos Direitos Humanos. São documentos que você lê sem nada de burocrático, com crenças, sentimentos. E que esse documento a gente pudesse divulgar no mundo inteiro para a juventude saber que a humanidade não está num caminho bom e que a gente pode mudar e seguir um caminho diferente, que alguns chamam de desenvolvimento sustentável, mas que eu acho que ainda será inventado outro nome. Esse é o grande momento da humanidade, e eu temo que possa ser desperdiçado. Basta ver que todo mundo fala na Copa do Mundo de 2014, mas ninguém fala da Rio+20, que vai ocorrer em 2012. Eu temo que a gente desperdice uma grande chance de a humanidade reunir-se por meio de seus líderes para encontrar um futuro melhor. E o momento para este encontro é muito oportuno, porque a crise ambiental agora é visível e porque existe uma crise econômica desde 2008. Isso deveria despertar-nos para encontrarmos uma saída, que não vai ser apenas baseada em taxa de juros, taxa de câmbio, taxa de crescimento, vai ser muito mais profunda, vai ser uma mudança de rumo. Não é como acelerar, e sim como dobrar. Como já dobramos anteriormente. A humanidade dobrou pela primeira vez quando teve a mutação biológica em que nos diferenciamos dos outros animais. Dobrou quando o ser humano tornou-se sedentário, com o surgimento da agricultura e da cidade. Nós dobramos outra vez com os gregos, quando percebemos que somos diferentes dos outros, passamos a descobrir a individualidade. Nós dobramos no Renascimento, quando surgiram as grandes teorias de Galileu, Gutenberg... Nós dobramos mais uma vez na primeira Revolução Industrial, quando percebemos a possibilidade de elaborar coisas mais rapidamente: a produtividade, reduzindo o esforço humano. Depois dobramos outra esquina com o consumismo, quando começou a nossa tragédia. Descobrimos que poderíamos produzir mais depressa do que antes, que poderíamos inventar coisas novas para o futuro e, em vez de usarmos o conhecimento para reduzir as necessidades, passamos a criar necessidades. Foi um momento grave. E, finalmente, a última dobra foi a da globalização. Nós não apenas somos consumistas, mas somos vorazes mundialmente, queremos que todos consumam igualmente e muito. E chegamos a esse ponto, que é uma encruzilhada. Continuando nesse rumo, vai ser um desastre. Esse é o desafio: como dobrar e para onde dobrar?
Neste novo caminho, como o senhor vê a relação entre humanismo e sociedade?
Humanismo e sociedade deveriam ser sinônimos, mas lamentavelmente não o são. A sociedade foi se deslocando, se afastando do humanismo, foi se apropriando da economia, foi se esquecendo da natureza, que é a base do humanismo. Este é o tempo de um neo-humanismo. Temos de inventar um novo humanismo. Porque o humanismo, quando surgiu no Renascimento, surgiu como o endeusamento do homem, e isso foi uma coisa muito boa. Antes, o homem diluía-se no meio das pedras, plantas e animais, nós éramos tratados como coisas, só que com alma. Aí os humanistas disseram que nós temos algo de diferente: a consciência, a mente, a inteligência. Isso foi muito importante, descobriu-se o individualismo, que hoje é visto como negativo, mas era positivo no início, porque antes, na Idade Média, cada um era diluído no seu clã, como súdito do seu monarca, sem personalidade própria. Talvez até o termo ‘individualismo’ devesse ser chamado de ‘personalidade’. Nós ganhamos o individualismo, mas hoje depredamos o individualismo como sinônimo de egoísmo, e não de personalidade. Esse humanismo que surgiu desprezou a natureza, nós éramos deuses. Agora está na hora de surgir um humanismo que respeite a natureza, que saiba primeiro que não temos futuro sem natureza e, em segundo lugar, que a natureza é riqueza também. A humanidade seria mais rica se tivesse mais diversidade. O neo-humanismo deve ser o humanismo da diversidade; do respeito à natureza; do fim do antropocentrismo tradicional, talvez com o desenvolvimento de um neoantropocentrismo que respeite a natureza; da valorização do público sobre o privado, mantendo a personalidade individual; da iluminação da música, das artes, das ciências e das religiões, também. Esse neo-humanismo é o grande desafio do futuro. Um humanismo em que o homem case com a natureza, sem perder a primazia de ser o único conjunto de átomos que pensa!
Texto: Marina Costa
Imagem: Waldemir Barreto/Agência Senado
Entrevista publicada na 8 ed. da Performance Líder - I semestre 2012