Sábado, 19 de Maio de 2012

Cadastrar


Nome*:



Senha*:

Confirme a senha*:

* Campos Obrigatórios

X

Cadastro efetuado com sucesso.

Aguarde! Uma confirmação será enviada para o e-mail cadastrado.

Obrigado!

Atenção! Preencha o campo abaixo com o email cadastrado para solicitar uma nova senha.




X

Aguarde! Dentro de algumas horas uma nova senha será enviada para seu email.

Obrigado!

Edição Atual

Um humanista sem fronteiras

Um humanista sem fronteiras

 

Pensar o futuro da humanidade é um dos desafios que se coloca Edgar Morin. Sociólogo, antropólogo, historiador, filósofo, e tantas outras qualificações que lhe poderiam ser atribuídas, doutor honoris causa em mais de 20 universidades de diferentes nações, ganhador de diversos prêmios internacionais, autor de mais de 60 livros publicados em diversos países sobre temas que vão do cinema à filosofia, da política à psicologia, da comunicação à educação, Morin é considerado um pensador planetário. Aos 90 anos, reflete sobre a realidade do mundo de hoje e dá indicações de quais caminhos a humanidade pode trilhar. 

 

Reunindo os fragmentos do saber para falar do ser humano como um todo, ele estuda a história do pensamento para pensar a humanidade. Olha para as várias culturas contemporâneas e as analisa no conjunto. Um homem que quer reorganizar os saberes para entender melhor o Universo. Intelectual que fala da necessidade de acordar uma sabedoria adormecida no íntimo de cada um. Levando em consideração o papel social e ético do conhecimento, passa pelas várias divisões das ciências da vida, procurando reagrupar o que a superespecialização fragmentou, propondo o reencontro entre ciência e humanismo.

 

 

Isto é um pouco do que identifica o francês Edgar Morin, o pensador planetário, título que lhe foi conferido pela Unesco e pelo Ministério da Educação da França em 2001, por ocasião de seus 80 anos. Por defender uma ciência com consciência, já foi também chamado, pela imprensa internacional, de humanista sem fronteiras. Transitando suas preocupações por diferentes áreas do conhecimento, Morin vai do ensino fundamental a uma nova proposta universitária, para lançar as bases de uma ética planetária que, segundo acredita, inicia-se a partir de uma impostação pessoal, que chama de autoética. Embora seja um crítico severo dos nossos problemas, não se constrange em apresentar o conhecimento como uma mescla entre amor, poesia e sabedoria. Questionado sobre os motivos que o levam a escrever e viajar pelo mundo difundindo suas ideias, diz que apontar alternativas para o convívio humano é o que sempre fez e continua fazendo. Sua obra La Voie – Pour L’avenir de L’humanité (O caminho – para o futuro da humanidade), lançada em 2011 na França, prevista para ser publicada neste ano no Brasil, é mais uma tentativa de acrescentar solidariedade e luz à sobrevivência humana.

 

Por essas razões, seus escritos são estudados em grandes universidades do mundo, que veem como fundamentais suas reflexões, especialmente aquelas referentes à educação e a novas posturas diante da vida. Suas proposições ajudam a encontrar respostas para a contemporaneidade e, com elas, novas esperanças. Sua trajetória começou quando ele era um jovem resistente ao invasor nazista na França, militando no Partido Comunista Francês, do qual foi um dos primeiros a sair. Foi também um dos primeiros a se revoltar contra o stalinismo e a pensar e escrever sobre a cultura de massa e os fenômenos de mídia. Na década de 1960, junto com Roland Barthes, foi um dos fundadores do Centro de Estudos de Comunicação de Massa. Foi também membro fundador da Academia da Latinidade, presidente da Associação para o Pensamento Complexo e da Agência Europeia para a Cultura e codiretor do Centro de Estudos Transdisciplinares da École des Hautes Études en Sciences Sociales.

 

Espécie de elo entre todas as correntes e cosmovisões e um dos mais luminosos intelectuais do nosso tempo, Morin, com simpatia, concedeu entrevista em sua vinda ao Brasil, para conferência no ciclo “Fronteiras do Pensamento”. Confessando-se um apaixonado pelo País e pelos brasileiros, Edgar Morin, em seus livros e falas, conduz por caminhos que permitem pensar o futuro da humanidade.

 

Leia a entrevista na íntegra na edição impressa: www.ontoed.com.br

 

Outras Matérias Disponíveis