Sábado, 19 de Maio de 2012

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Edição Atual

As Nações Unidas voltam ao Rio de Janeiro. Em pauta, o futuro do planeta.

As Nações Unidas voltam ao Rio de Janeiro. Em pauta, o futuro do planeta.

Vinte anos após a Eco-92, as Nações Unidas reúnem-se novamente no Rio de Janeiro. O desenvolvimento sustentável da humanidade retorna ao centro das discussões. Desempenhando um papel decisivo no curso da sustentabilidade, as empresas são chamadas a participar do debate. Especialmente porque resultarão deste encontro diretrizes que pautarão as ações empresariais das próximas décadas.

 

De 20 a 22 de junho de 2012, representantes de governos de todos os países membros da Organização das Nações Unidas (ONU) são convidados a se reunir no Rio de Janeiro para participar da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (United Nations Conference on Sustainable Development). Chamado de Rio+20, o evento ocorre 20 anos depois da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, também denominada de Cúpula da Terra ou Eco-92, e aborda dois temas centrais: a “economia verde” no contexto da erradicação de pobreza e a estrutura de governança para o desenvolvimento sustentável.

 

Os objetivos da Conferência permitem vislumbrar sobre o que se discutirá nos dias do encontro. Será uma oportunidade de renovar o compromisso mundial em torno do desenvolvimento sustentável, monitorar o progresso alcançado nos últimos 20 anos, avaliar as lacunas no cumprimento dos compromissos internacionais já existentes, além de apontar novos e emergentes desafios.

 

O desenvolvimento sustentável – expressão-chave para a Conferência e que se tornou um dos temas mais debatidos no cenário internacional atual – tem diferentes concepções nos dias de hoje. Uma das definições mais aceitas – “o desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que encontra as necessidades atuais sem comprometer a habilidade das futuras gerações de atender suas próprias necessidades” – foi lançada no documento intitulado “Nosso futuro comum” (Our Common Future), mais conhecido como Relatório Bruntland, emitido em 1987 pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (World Comission on Environment and Development) da ONU. Partindo-se desta ideia, chega-se à visão atual de que o desenvolvimento sustentável compõe-se de um tripé formado pelos âmbitos econômico, social e ambiental.

 

O site oficial da Conferência Rio+20 oferece um histórico da visão de desenvolvimento sustentável utilizada no âmbito das Nações Unidas. Esse percurso iniciou-se em 1972, quando se realizou a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano (United Nations Conference on the Human Environment). Desde então, o pensamento acerca do desenvolvimento do planeta evoluiu por meio de conferências, da criação de novas comissões e departamentos na própria ONU e também da elaboração de documentos e relatórios internacionais. Um marco importante dessa trajetória ocorreu em 1992, com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (UN Conference on Environment and Development - UNCED), no Rio de Janeiro. Entre os resultados da também chamada Eco-92 ou Cúpula da Terra estão a Agenda 21 e a Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, compromissos estes recapitulados em 2002, em Johanesburgo (África do Sul), durante a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (World Summit on Sustainable Development). Foram também realizados encontros da ONU em que o conceito de desenvolvimento sustentável esteve implícito ao tema central, tais como a Cúpula do Milênio, em 2000, em Nova York, quando se criaram os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

 

 

A Rio+20 é um novo e importante marco deste trajeto histórico. Para a coordenadora de planejamento estratégico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Maria Celina Berardinelli Arraes, a conferência será uma reafirmação de compromissos: “A Rio+20 é uma renovação do engajamento dos líderes mundiais com o desenvolvimento sustentável do planeta firmado na Eco-92.”

 

Leia a entrevista na íntegra na edição impressa: www.ontoed.com.br

 

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