Sábado, 19 de Maio de 2012
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Entusiasta da formação de líderes empresariais e sociais, William Ling entende que a finalidade da empresa não é fazer filantropia, mas o oposto: gerar benefícios sociais através da gestão responsável do valor econômico. E, na medida em que cada pessoa adquire tempo, recursos, ideias e capacidade para mobilizar parceiros, deve assumir a responsabilidade de também contribuir como indivíduo na sociedade.
Para alguns empresários, e aí estamos falando daquela categoria formada por verdadeiros líderes, as coisas são realmente muito naturais. Visualizar oportunidades, inspirar pessoas, cultivar a sustentabilidade e a reciprocidade são atos intuitivos, espontâneos, quase difíceis para eles conceituarem quando colocados diante desse desafio. São esses valores e habilidades, na maioria das vezes aprendidos na escola da vida e levados para o mundo dos negócios, as molas propulsoras de iniciativas pessoais e empresariais capazes de determinar os rumos de uma empresa, de uma instituição ou da própria sociedade.
Essa é uma responsabilidade que o empresário William Ling, 54 anos, parece entender muito bem. Casado e com dois filhos, ele faz parte da segunda geração da família Ling, que saiu da China na década de 1950 e escolheu o Brasil para criar seus filhos e construir seus negócios. Hoje eles são os controladores e fazem parte do Conselho de Administração do Grupo Petropar, além de liderarem uma série de iniciativas voltadas para a formação de pessoas e apoio a atividades sociais e culturais. “Se temos condições, recursos e tempo, por que não fazer algo para mudar a sociedade na qual estamos inseridos?”, questiona.
Engajado desde jovem nas causas que envolvem o empreendedorismo e a liderança, William Ling foi o fundador e primeiro presidente do Instituto de Estudos Empresariais (IEE). Também ajudou a criar o capítulo de Porto Alegre da Young Presidents’ Organization (YPO), entidade que chegou a presidir no País. Participa ainda do Conselho de Governança do Instituto Millenium, entidade sem fins lucrativos que promove valores fundamentais para a prosperidade e o desenvolvimento humano da sociedade. “O nosso papel só estará completo quando as novas gerações souberem tocar sozinhas todas essas ações que criamos. Isso é sustentabilidade”, comenta, destacando que hoje acompanha um pouco mais de longe a maioria dessas iniciativas.
Atualmente é o Instituto Ling – focado na formação de jovens – que tem ocupado mais o seu tempo, bem como o projeto pessoal de construir um Centro Cultural na capital gaúcha, onde mora. A ideia é sediar eventos culturais, pequenos recitais, saraus literários, cursos de gastronomia e sessões de autógrafos.
O questionamento de “por que não fazer?” está realmente presente na grande maioria das ações do empresário, que nessa entrevista à Performance Líder oferece novos pontos de vista sobre temas como responsabilidade social, liderança e educação.
Leia a entrevista na íntegra na edição impressa: www.ontoed.com.br