Domingo, 05 de Fevereiro de 2012
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Quando a família Rolim Amaro decidiu trazer o comandante David Barioni Neto para reconduzir a TAM à sua antiga rota, traçada pelo fundador da empresa, comandante Rolim Amaro, falecido em 2001, ela não poderia ter feito escolha mais apropriada. Depois das turbulências pelas quais o setor de aviação brasileiro passou nos últimos anos, principalmente com o apagão aéreo, nada mais natural que, ao vislumbrar um céu de brigadeiro, a marca buscasse resgatar o legado pelo qual a empresa foi criada e que se tornou um dos alicerces para conduzila à liderança no setor de aviação aérea comercial na América do Sul: a excelência dos serviços.
Barioni tem simpatia e carisma de sobra, duas características inatas tão simples e ao mesmo tempo tão necessárias para o cumprimento dessa nova missão. De seu escritório em São Paulo, de onde se pode avistar toda a pista do aeroporto de Congonhas, o comandante tem uma forma também simples, até emocional, de explicar por que ele se encaixou tão bem nessa empreitada: “Eu e o comandante Rolim somos feitos do mesmo barro”. O presidente da TAM se refere ao fato de ambos terem a mesma paixão pela aviação e por servir. Tanto é que ainda guarda tempo, sempre que possível, para vestir o quepe azul e comandar vôos, como por exemplo um recente com um 777.
Essa paixão pela aviação eclodiu já na infância, quando da realização do Projeto Apollo, que na década de 60 colocou o primeiro homem na Lua. “Foi uma coisa que me impressionou muito, por toda a tecnologia envolvida, pela capacidade que o ser humano tinha atingido de viajar tão longe”. Barioni também se declara um ser alado, que tem querosene nas veias, para explicar essa ligação umbilical com a aviação.