Domingo, 05 de Fevereiro de 2012
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Em seu apartamento, livros sobre arte e culinária de vários países se entremeiam com publicações de economia e negócios. Quando dispõe de um pouco mais de tempo, a leitura dessas obras é regada a champanhe e acompanhada de baforadas de charuto. É daí que, em geral, o empresário Hermes Gazzola tira o tempero para suas decisões do dia-a-dia e para as reflexões sobre o futuro de sua empresa.
Desde os primeiros momentos em que constituiu a Puras do Brasil – hoje uma das principais companhias do setor de refeições coletivas do País –, a alta motivação que mantém pelo negócio é a mesma do já distante 1980, quando saía de casa diariamente às 5h para comprar os ingredientes das refeições que seriam preparadas para seus clientes.
Gazzola conhecia as preferências das pessoas que iam ao restaurante na Companhia Sulina, seu primeiro cliente, onde servia 30 refeições por dia. Hoje, é um pouco mais difícil saber o nome de todos, pois são mais de 650 mil refeições distribuídas diariamente em 850 restaurantes instalados em empresas como Gerdau, Volkswagen, Fiat, Klabin, Votorantin, General Motors e Ambev e associações como a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Mas o esmero para transformar o restaurante num local de agradável convivência com quem se compartilha a comida mantém-se inalterado.