Quarta-feira, 08 de Setembro de 2010

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Pensar é transgredir a mediocridade

Pensar é transgredir a mediocridade

Nascida em Santa Cruz do Sul, RS, com uma infância em família de origem alemã, acreditando em fadas e duendes e sonhando em ser a bonequinha Emília, para ser irreverente sem ser castigada, aos 11 anos já lia, no original, textos de Goethe e Rilke. “Mas isto não era virtude, era natural”, segundo ela. Desde cedo, gostava de ler: “Eu lia muito, tudo, de maneira caótica. Mas o resultado não foi tão ruim. Hoje, abro o livro, olho a orelha, as primeiras páginas... não está interessante, não leio mais. Quando você é menos exigente, lê tudo o que aparece”.

 

A escritora assim se vê: “Escrever é tentar arrumar as minhas ideias (...) minha  literatura é uma mistura do belo e do sinistro..., misturo o terrível com a magia (...) na  verdade, sou todos os meus personagens, do triste anãozinho de O Silêncio dos  Amantes, à prostituta mais desbragada. Sou todos eles.(...) Acho que faço uma  literatura de caráter intimista, com grande carga psicológica (...) Quem quer estudar  minha obra deve ler Mar de Dentro. Meu estilo?... Sei lá...a esta altura, acho que meu  estilo é o estilo Lya Luft...”

 

“Me interesso pelo lado escuro da vida, mas não quero viver o lado escuro (...) Na Bruxa está meu lado gaiato (...) Tenho um olho triste que escreve e um olho alegre que vive”. Entre tantas coisas, a escritora Lya Luft insiste: que nós nos distanciamos do bom senso; que pensar é transgredir a ordem da mediocridade, é sair da manada; que a  delicadeza está nos fugindo; que o mundo é maravilhoso em muitas coisas, mas é  perigoso em outras; que precisamos ser mais inteiros e mais alegres; que estamos muito confusos; que carinho também se aprende; que os valores podem nos salvar; que precisamos desta coisa maravilhosa que é parar pra pensar; que precisamos nos fazer respeitar como seres humanos, que, que, que.... São muitos quês interessantes que ela tem se esmerado pensando e escrevendo. E o público, sensível, tem retribuído, lendo o que ela escreve.

 

Leia na íntegra na edição impressa

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